PortuguêsEnglishDeutsch
Edição 730
2012-05-24 > 2012-05-30
Tel.: 282 418 881
Recuperar SenhaRegistarClassificados GratuitosArtigosTema da SemanaReportagemEntrevistaActualidadeOpiniãoRestaurantesO AlgarveDirectórioAjuda
InícioArtigosRestaurantesRestaurante Casa do Minho

Ferreiras, Albufeira

Restaurante Casa do Minho

Desde que o trânsito começou a complicar-se na EN125, especialmente ao final da tarde, que utilizo um atalho pouco conhecido. A entrada faz-se um pouco mais à frente do parque de campismo de Albufeira, no sentido para as Ferreiras, à direita. Depois, passa por detrás do parque empresarial de Vale Paraíso.
Bruno Filipe Pires, Edição 714 ( 2 Fev 2012), Sem Comentários »

Com algumas curvas pelo meio, vai-se dar de novo à estrada, mas evita-se assim as filas no semáforo das Ferreiras que às vezes são longas. Tanto tenho por aqui passado que reparei neste restaurante. Finalmente, arranjei tempo para o conhecer.

A primeira coisa que reparo é na cozinha aberta. Aliás, a sala praticamente partilha o espaço da cozinha. Como se isto não fosse suficientemente atractivo, a decoração é uma delícia para mentes curiosas e está cheia de objectos interessantes: xailes minhotos, cachecóis de clubes de futebol do norte de Portugal, fotografias de pratos tradicionais do Minho, galhardetes de ranchos folclóricos e olaria algarvia.

Num painel de fotografias dos clientes que por ali passam, vejo o emblema da esquadrilha «Asas de Portugal», que ali almoçaram aquando de uma exibição no Algarve.

Estou numa casa familiar. Mendes, 59 anos, natural de Sor (Coimbra) é o anfitrião, e a esposa, Amélia, 49 anos, é a alma da cozinha e orgulha-se das suas origens da Póvoa do Varzim. O casal está em Albufeira há 27 anos. Dizem-me que há três anos não tinham mãos a medir e serviam mais de 100 almoços por dia.

Actualmente, o ritmo desceu para menos de um terço. Rendido à simpatia da casa, sou confrontado com uma ementa particularmente bem seleccionada. Escolho uma alheira frita com ovo, enchido típico da gastronomia nortenha. Fiz mal. Estava excelente, mas deveria ter escolhido a feijoada à moda do Porto (dobrada com feijão branco), algo pouco habitual aqui no Algarve. Ficará para uma outra sexta-feira.

Fica também a nota que à quinta-feira há cabidela. Outros “pratos emblemáticos” são as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, e claro, as famosas “francesinhas”. Fico ainda a saber que a filha do casal estuda na escola de hotelaria de Portimão, é uma das melhores alunas e fez sucesso num exame de cozinha gourmet com a receita de creme couve-flor inspirada pelo pai. E que no futuro ambiciona uma carreira internacional na pastelaria moderna. Claro, ficam os nossos desejos de felicidades.

Duas últimas notas: a máquina fotográfica denuncia-me e sou obrigado a revelar a minha missão. Ao contrário do que acontece na maioria dos restaurantes, deixam-me à vontade para fotografar e fazer perguntas, até porque outros jornalistas regionais costumam cá vir. Resta dizer que durante o Verão, a casa abre até às 4h00. Trabalho duro? “Fomos criados a toucinho e feijão”, responde-me Amélia com um sorriso.

Especialidades: cozinha tradicional minhota; Horário de Funcionamento: Serve almoços e jantares, encerra ao Domingo. Conta: apesar da minha insistência, e como é hábito neste espaço, não me deixaram pagar. Contudo, o preço médio por pessoa ronda os €10; 60 lugares sem restrições para fumadores.

Comentários
Faça login ou registe-se para poder fazer um comentário.Sem comentários. Seja o primeiro a fazer um.