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Quanto tempo de casa para o trabalho?

Obviamente que o tempo gasto nas deslocações dependerá do percurso que cada um percorre, mas é interessante ver o mais recente estudo sobre este tipo de mobilidade em Portugal.
Na verdade, estima-se que um em cada sete trabalhadores em Portugal gasta mais de 90 minutos por dia em deslocações.
Os números são da Regus, empresa fornecedora de soluções globais para postos de trabalho, que concluiu que em Portugal 15% dos trabalhadores que se deslocam diariamente, viajam mais de uma hora e meia todos os dias.
Dado o desordenamento do território e a ineficácia da rede de transportes públicos, não é de admirar que em Portugal, a utilização de viatura particular é muito superior à média de outros países, sendo utilizado por 76% dos trabalhadores.
O meio de transporte menos popular em Portugal é o autocarro, com apenas 1% dos inquiridos a manifestarem preferir este meio de deslocação.
Outro dos problemas que os trabalhadores que se deslocam diariamente enfrentam é o custo das viagens. Em Portugal, o gasto médio em deslocações é de 3% do salário anual.
Contudo, 8% dos inquiridos no estudo da Regus gastam 10% ou mais do seu salário em deslocações para o trabalho, e 14% gastam entre 5 a 10%.
Paulo Dias, CEO da Regus para a região EMEA, comenta: “é frustrante constatar que, enquanto os engarrafamentos proliferam nas cidades, e em particular nos países em desenvolvimento, demasiados trabalhadores continuam a congestionar as estradas nas horas de ponta, quando poderiam estar a utilizar o seu tempo em momentos de maior lazer ou produtividade, noutro lugar.”
“Para combater os efeitos negativos das deslocações diárias na saúde e na moral dos trabalhadores, as empresas mais informadas estão à procura de soluções para locais de trabalho que permitam às suas equipas trabalhar mais perto de casa. O trabalho remoto e a flexibilização do tempo podem constituir uma pausa necessária nas deslocações semanais, traduzindo-se ainda numa redução dos custos associados à manutenção e ao espaço de escritórios”, defende como alternativa, hoje possível graças à banalização das tecnologias de informação.
O citado estudo foi gerido e administrado pela empresa independente MarketingUK, e levado a cabo junto de mais de 15.000 inquiridos em 75 países, em empresas de todas as dimensões e de todos os sectores.








