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Edição 714
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Cuidado com os burlões!

Recentemente, as autoridades do Algarve têm recebido várias queixas por parte de pessoas que arrendam casas para passar férias e que, chegando aos locais combinados para entrega das chaves, nada encontram, a não ser um sentimento muito desagradável.
Bruno Filipe Pires, Edição 633 ( 1 Jul 2010), Sem Comentários »

Isto é, descobrem, da pior maneira possível, que foram enganados. Depois de uma viagem rumo às férias de descanso, quando finalmente chegam ao destino, percebem que a morada dos apartamentos/casas onde deveriam ficar alojados nem sequer existe.

E entretanto, o dinheiro que pagaram antecipadamente desaparece. Imagine o que é uma família ou grupo de amigos fazer vários quilómetros rumo ao Algarve, chegar e perceber que se trata de uma burla?

O problema é demasiado sério e grave para ser ignorado. Na maioria dos casos, as pessoas são atraídas por preços simpáticos, lidos na Internet ou na imprensa – em estruturas que consideram, à partida, todas as pessoas como sendo idóneas.

Obviamente que as plataformas de anúncios servem apenas para dar voz à iniciativa privada. A responsabilidade é sempre única e exclusivamente de quem coloca o anúncio.

Mas por outro lado, ninguém que gere um negócio legítimo com honestidade gosta de dar voz a vigaristas (nós não gostamos). E muito menos a burlões sem escrúpulos. Numa altura em que muitas pessoas procuram um sítio para descansar no Algarve, gostaríamos de deixar um alerta.

O melhor é que no acto do pagamento do sinal de reserva, os interessados façam o depósito no balcão do banco, na conta da pessoa que pretende alugar o espaço para férias – dado que constará no talão da operação bancária.

Obviamente que a vida não é apenas preto no branco. A pessoa que recebe o dinheiro através de conta bancária pode nada ter a ver com o potencial vigarista que colocou o imóvel no mercado. Por outro lado, isto também não garante salvação, no caso de um imbróglio na justiça.

O melhor mesmo será evitar o depósito (ou a transferência) de grandes quantias de dinheiro. Porque não combinar um sinal simbólico? E depois efectuar o pagamento restante na altura de receber e/ou entregar as chaves do alojamento?

Infelizmente, vivemos num mundo cada vez mais agressivo, onde há cada vez mais armadilhas para se ganhar dinheiro de qualquer forma, com recurso a todos os esquemas imaginários.

Não vale a pena ter medo, desde que se saiba travar estes expedientes, não correndo riscos e rejeitando abusos. Cabe a cada um de nós adoptar atitudes de defesa, e também rejeitar tais práticas, mesmo que possam trazer benefício próprio.

Bons negócios, sim. Mas com ética, honestidade e transparência. É que quando a confiança se perde, ninguém ganha.

Quem já foi burlado, quer por ter confiado em terceiros (ainda que amigos próximos ou familiares), quer por ter apostado numa oportunidade de negócio ou de adquirir bens ou serviços mais baratos, sabe que, no final, só resta dor. E um rol de consequências negativas (algumas que podem durar o resto da vida). Pense nisso, previna-se e boas férias!

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