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Problema nas estradas portuguesas

Maus sinais

No âmbito da comemoração do Dia Europeu da Segurança Rodoviária, celebrado na passada terça-feira, 27 de Abril, a Associação Portuguesa de Sinalização e Segurança Rodoviária (AFESP) lançou um alerta para uma situação perigosa.
Bruno Filipe Pires, Edição 624 (29 Abr 2010), Sem Comentários »
Bruno Filipe Pires

Há falta de manutenção dos sinais de trânsito nas estradas nacionais. Um estudo sobre sinalização horizontal efectuado pela AFESP traçou um mapa negro.

Cerca de metade das marcas rodoviárias apresentam valores de reflexão abaixo do mínimo exigido, tornando a sinalização imperceptível para os condutores.

A investigação, realizada nos 18 distritos do país, revela que 75 por cento das marcas rodoviárias não cumpre com eficácia o seu papel de orientação dos condutores.

Além disso, 44,5 por cento das marcas rodoviárias não cumprem a função de orientar os condutores durante o período nocturno e apenas 15 por cento apresentam valores próximos dos mínimos, devendo passar para valores negativos ainda durante este ano.

“A sinalização horizontal nem sempre existe, quando existe é por vezes de má qualidade e não desempenha as suas funções de forma adequada porque entretanto se desgastou e não foi alvo de manutenção”, explica Ana Raposo, secretária geral da AFESP, em comunicado.

Segundo a associação, um em cada cinco acidentes é provocado por má sinalização, pelo que a redução da sinistralidade só é possível com bons sinais.

Para a AFESP, há milhares de estradas, avenidas e ruas com boa e má sinalização, e “todos os sinais de trânsito contam, cada um faz a diferença porque a vida não tem preço”.

“A melhoria da sinalização e dos dispositivos de segurança associados é uma medida de baixo custo e que garante retorno a curto prazo”, reforçou Ana Raposo.

Se pensarmos quantos acidentes poderiam já ter sido evitados, por exemplo, sinalizando lugares perigosos, será que este assunto não deverá ser levado a sério? A culpa nem sempre é só dos condutores, por muito selvagens que ainda sejam ao volante.

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