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World Wildlife Fund

A Hora do Planeta

A ideia é desligar voluntariamente todos os interruptores eléctricos no próximo dia 27 de Março, entre as 20h30 e as 21h30.
Bruno Filipe Pires, Edição 616 ( 4 Mar 2010), Sem Comentários »
Reciclagem de alumínio no mundo (2004)

A «Hora do Planeta» começou por ser um gesto simbólico único de uma só cidade – Sidney (Austrália), em 2007.

Na primeira edição, dois milhões de pessoas desligaram as suas luzes. A expectativa inicial era reduzir em 5 por cento o consumo de energia eléctrica da capital australiana durante os 60 minutos do evento. O resultado, porém, foi o dobro do esperado: 10,2 por cento de redução no consumo.

Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo juntaram-se a esta campanha ecológica simples que tem por objectivo chamar a atenção para as alterações climáticas – cujos efeitos extremos temos vindo a assistir nas últimas semanas.

A enxurrada de destruição na Madeira, e os mini-furacões que têm semeado o caos em lugares inéditos como a Praia do Vau (num país onde tal fenómeno meteorológico é raro), mostram ao cidadão comum que algo está mal.

Este ano, as cidades de Lisboa e Faro vão aderir à iniciativa promovida pela World Wildlife Fund (WWF). O evento, que já em 2009 foi seguido por 11 cidades portuguesas, num total de 4 mil a nível mundial, abrangendo 88 países.

É preciso, de facto, desligar a tecnologia por alguns instantes.

O recente estudo «Reclycling – From e-waste to resources» da Organização das Nações Unidas (ONU), considera que o lixo electrónico resultante de telemóveis, computadores, impressoras e outros dispositivos irá aumentar «dramaticamente» na próxima década.

Os resíduos gerados por produtos electrónicos deitados fora crescem, neste momento, mais de 40 milhões de toneladas anuais, a nível mundial.

Os Estados Unidos são actualmente o maior produtor de porcaria moderna, totalizando 3 milhões de toneladas ao ano.

O lixo produzido por telemóveis deitados fora pelos indianos, por exemplo, será 18 vezes maior em 2020 do que em 2007, enquanto na China o aumento será de sete vezes, refere o relatório.

O problema é que este lixo está a ser “aproveitado” de forma indevida por sucateiros no terceiro mundo, em busca de componentes valiosos, tais como o cobre e o ouro presentes nos fios eléctricos. E quando este lixo electrónico é queimado, liberta fumos muito tóxicos para o ambiente e para a saúde pública do planeta.

Porque não desligar tudo?

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