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Relatório Global Risks 2010 – o estado do mundo

Segundo o relatório, que irá ser apresentado publicamente em Davos, na Suíça, ainda este mês, a crise económica actual vai continuar a fazer sentir-se a longo prazo. A volatilidade do dólar é um dos factores associados aos principais riscos para 2010, por agravar a crise numa das economias-chave mundiais e que tem repercussões a nível mundial.
Isso acarreta consequências graves, como a tendência de aumento do desemprego e de outros riscos associados a este problema - a falência dos sistemas de segurança social, aumento da insegurança e migração descontrolada.
O relatório revela que os actuais modelos de saúde, educação e protecção contra o desemprego foram colocados sobre enorme pressão pela crise financeira.
Também o envelhecimento da população e o aumento da esperança de vida, aumentam as despesas com a saúde pública, já em situação difícil devido à depauperação das economias mundiais.
O risco de desastres naturais é crescente, devido também à fragilização dos sistemas ecológicos e dos habitats terrestres, cujas consequências vão das doenças endémicas, às dificuldades de abastecimento das populações de água potável e alimentos. Os países mais pobres são os que irão sofrer mais com catástrofes naturais provocadas pelas alterações climáticas, devido à falta de infra-estruturas e organização institucional.
Prevê-se também que a fome venha a afectar cada vez mais pessoas em 2010, quer devido a questões ambientais, quer sobretudo à volatilidade do preço dos bens alimentares.
Está previsto um aumento do crime a nível mundial, sobretudo a nível transnacional, como corrupção, crimes ambientais e terrorismo, um dos pontos que mais preocupa os especialistas.
O aumento do risco de ocorrência de ataques terroristas traz também associados o acréscimo de medidas de segurança e de custos associados para sectores já fragilizados pela volatilidade dos preços do petróleo, como a aviação.
Existe ainda uma tendência crescente de riscos associados à cyber-vulnerabilidade, que pode originar a falência de sistemas de segurança bancária e financeira.
Embora Portugal não seja referido exaustivamente no relatório, o país “não está a salvo de nenhum dos riscos apontados”, diz José Pirra Alves, CEO da Marsh em Portugal.
“Aliás, Portugal já está a sofrer as consequências de grande parte deles. Basta olhar para a realidade actual: a taxa de desemprego atinge máximos, a desertificação aumenta, o custo com a energia e combustíveis afectou irremediavelmente as empresas portuguesas e a Segurança Social não pode encarar com optimismo o futuro”.








