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Quantos polícias temos no Algarve?

O deputado do Partido Social-democrata (PSD) quer saber o número exacto de efectivos das diversas forças de segurança estacionadas no Algarve, em série cronológica, às datas de 31 de Dezembro de 1999, 31 de Dezembro de 2004 e 31 de Dezembro de 2009.
Só assim, no entender do parlamentar algarvio, será possível saber com rigor, se tem havido ou não um reforço real dos efectivos da GNR, da PSP, da PJ, do SEF e da Autoridade Marítima, adequado ao combate à crescente insegurança que tem afectado a estabilidade social e a imagem exterior da região.
“O Algarve figura como o quarto distrito do país no qual se registaram mais casos onde a GNR e a PSP intervieram em 2008, como refere o Relatório Anual de Segurança Interna recentemente divulgado, facto que não pode passar à margem da nossa preocupação. Sobretudo, porque se trata de estatística oficial a reconhecer um crescimento da criminalidade no Algarve de 6,6 por cento relativamente ao ano anterior, sabendo-se como este número não inclui muitas ocorrências que os cidadãos desmoralizados já nem se dão ao trabalho de formalizar a queixa”, escreve na introdução da carta enviada aos três ministérios.
“Continuam a suceder-se os incidentes de criminalidade violenta que afectam, tanto a população portuguesa, como a comunidade estrangeira residente, colocando em causa a segurança de pessoas e bens, e a imagem exterior do Algarve, como importante destino turístico. Tal informação é essencial para uma avaliação da bondade real das medidas anunciadas de reforço de efectivos e da segurança em geral, ao longo da última década”.
Em comunicado enviado recentemente à imprensa, Mendes Bota lamenta que a Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, “com quem reuniu recentemente, não tenha sido capaz de fornecer esta informação básica e indispensável para qualquer abordagem à problemática da segurança na região”.
Bota salienta ainda que “aos números propalados dos reforços de efectivos” das várias forças de segurança no Algarve “há que subtrair os que abandonam as corporações e a região do Algarve, pelos mais diversos motivos”. “É esse número líquido, que se desconhece”.








