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Circo Bárbaro?

O recém-criado PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza) está a promover uma campanha-choque para sensibilizar o público para as condições de vida dos animais que vivem e trabalham nos circos.
A campanha usa um humor muito negro. Nos cartazes, lê-se “Circo Bárbaro apresenta elefantes, ursos, macacos, focas, torturados, violentados e maltratados. O melhor espectáculo de barbaria, violência e maus-tratos do mundo”. E faz um convite “Venha e traga os seus filhos”.
Políticas à parte, e apesar de hoje as autoridades estarem mais atentas (desde a ASAE, passando pela GNR/SPNA), muitos problemas persistem. Muitos animais usados nos números vivem em condições precárias, muitas vezes num espaço reduzido e amarrados.
Desde tenra idade são submetidos a treinos para aprender habilidades de dançar, de equilibrismo bicicletas, qualquer coisa para nos entreter, e que não faz parte do seu comportamento habitual. Depois desta habituação, mesmo se fossem devolvidos aos seus habitats naturais, jamais conseguiriam sobreviver.
Mas o protesto do PAN não está sozinho. Este mês, também a ANIMAL – associação que já soma 16 anos a defender os direitos de todos os animais não-humanos – está a lançar um protesto contra os circos com animais. No Domingo, 18 de Dezembro, vai haver duas manifestações nacionais, em Lisboa e Porto.
“O apelo da ANIMAL é claro: não contribua para a miséria e sofrimento dos animais de circo. Não ajude a que continuem a ser cruelmente explorados desta maneira. A solução é simples: não visite circos com animais. O sofrimento, o medo e a angústia deles não são espectáculo”
Pode parecer exagero, mas a verdade é que são várias as denúncias que esta associação recebe, muitas através das redes sociais.
Há vários anos nasceu uma nova corrente chamada “novo circo” que veio recuperar muitas das artes do circo tradicional. Os mais famosos são o “Cirque du Soleil” e “Cirque Plume”, e em Portugal também já vão surgindo algumas companhias.
Nestes espectáculos nada falta, há malabarismo, acrobacia, monociclos, contorcionismo, equilibrismo, ilusionismo. A música também tem lugar importante no “novo circo”. Simplesmente, não há animais.
A questão vai continuar controversa, mas podemos fazer a diferença, se queremos criar uma nova geração, aquela que descobre que é possível continuar com a tradição do circo no Natal, mas sem o sofrimento dos animais.







