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Geocaching

E porque não tentar?

Espargosas, o muito estimado geocacher de Odiáxere, Lagos, dá-nos a sua perspectiva pessoal e fala sobre um possível novo “nicho” para o turismo algarvio:
Redacção, Edição 705 (24 Nov 2011), Sem Comentários »

Suponho que tal como muitas pessoas, envolvi-me no geocaching por ter conhecido outros entusiásticos praticantes. O equipamento é basicamente um receptor GPS (Global Positioning System) que não é caro e é fácil de adquirir. Um modelo portátil, não custa mais de €100.

O desporto do geocaching começou em Maio de 2000, no estado norte-americano do Colorado, quando um grupo de americanos visionários reconheceram o potencial do GPS para o divertimento familiar, através de jogos de caça ao tesouro.

Actualmente, existem mais de 5 milhões de geocachers e mais de 1,5 milhões de caches escondidas em mais de 100 países e estes números estão a crescer rapidamente.

Ainda há pouco, uma cache foi levada para o espaço por um astronauta, mas segundo sei, ainda não foi encontrada. Outra foi colocada a 10 972 metros (36 000 pés) abaixo do nível do mar. Essa também ainda ninguém encontrou! O autor deste artigo encontrou uma cache, criada por um russo, na região da Patagónia, no sul do Chile.

No Algarve, a maioria dos geocachers são portugueses, ainda que as caches sejam muitas vezes encontradas por visitantes que vêm de fora da região ou do país. Periodicamente, organizam-se reuniões sociais que permitem aos praticantes trocarem histórias e pontos de vista. Alguns visitantes também deixam cá as suas caches.

Tudo isto indica um claro potencial turístico.

Contudo, suspeito que poucas pessoas envolvidas oficialmente com a indústria do turismo tenham conhecimento do geocaching – apesar de significante para a mesma. Eu sugiro que, apesar de não ser visível, haverá um número considerável de gente a visitar Portugal – vindos em especial dos países da Europa Ocidental e de Leste – que vêm ao Algarve especialmente para apreciar o potencial que tem para o geocaching.

Estou bem consciente disto, através da minha experiência pessoal, a julgar pelas nacionalidades estrangeiras que vejo nas caches que eu criei.

Mas também posso contar a história de um “geocacher” português que eu conheço, que costumava vir do trabalho para casa, ligava a televisão e sentava-se à frente a beber cerveja. Hoje em dia, quando regressa ao lar, mobiliza a esposa e os filhos pequenos e parte à aventura. Diz que o geocaching foi a melhor coisa que lhe aconteceu!

Pessoalmente, tenho descoberto mais sobre o Algarve em termos da sua história (antiga e contemporânea), cultura, geologia, arquitectura e arqueologia nos últimos quatro anos envolvido no geocaching, do que nos 18 anos anteriores!

Finalmente, o geocaching é totalmente não comercial e não envolve taxas ou custos escondidos..

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