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Crowdfunding

Investimento sem bancos!

Suponha que tem vontade e uma ideia para um projecto – pode ser um negócio, pode ser uma expedição ou viagem, pode ser a oferta de um equipamento para a comunidade – praticamente não há limites, desde que seja algo sólido e concretizável.
Edição 703 (10 Nov 2011), Sem Comentários »

Em qualquer iniciativa – ou sonho - o primeiro obstáculo é quase sempre o dinheiro. Mas agora, começam a surgir modelos alternativos de financiamento, que não envolvem bancos, mas sim o interesse das pessoas.

O conceito tem o nome de «Crowdfunding» (financiamento colectivo). É uma forma simples e recente de angariação de fundos para projectos, através de uma plataforma que reúne quer os empreendedores, quer os seus potenciais investidores (em ambos os casos, pode ser qualquer pessoa).

Chegou a Portugal pela mão de quatro jovens - Paulo Silva Pereira, Yoann Nesme, Pedro Domingos e Pedro Oliveira.

Conheceram-se no «The Lisbon MBA International» e partilham “uma paixão assumida pela colaboração colectiva e pelo potencial de inovação que existe em cada indivíduo”.

Em conjunto criaram o portal PPL (em inglês é a abreviatura para pessoas) em http://www.ppl.com.pt

Apesar de só estar em pleno funcionamento desde Agosto passado, já existem casos de sucesso – com alguns projectos financiados a 100 por cento. É o caso dos €3500 euros necessários para a edição de um livro infantil para distribuir nas escolas dos bairros de Maputo, Moçambique, ideia de uma jornalista portuguesa.

A transparência é um dos pilares do «crowdfunding». Por exemplo, se o autor de um projecto conseguir angariar o dinheiro que precisa, dentro do prazo proposto por si, receberá a totalidade do financiamento (poderá ser superior a 100%) e pagará uma comissão de 5% à plataforma.

Caso contrário, não há qualquer custo para nenhuma das partes e o dinheiro é totalmente devolvido a cada pessoa que eventualmente tenha apoiado.

A equipa do PPL acredita que em Portugal não faltam pessoas criativas e com conhecimento para dar vida a projectos apelativos. Portanto, o «crowdfunding» pode ser uma oportunidade à pequena e média iniciativa.

Candidatar um projecto à plataforma não é complicado (basta fazer um registo e esperar a sua validação), mas para já, a equipa está mais interessada na qualidade do que na quantidade. Mas quem sabe se não poderá mostrar também o seu?

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