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«The Origins of Savings Behavior»

Está rico? Faliu? A culpa é dos seus genes!

As pessoas mais antigas costumam dizer que quando nascemos já trazemos pré-definidas as nossas melhores virtudes, e também, os piores defeitos.
Bruno Filipe Pires, Edição 699 (13 Out 2011), Sem Comentários »

Outra explicação mais moderna diz que somos 30 por cento herança genética e 70 por cento comportamento adquirido ao longo das nossas experiências de vida, desde tenra idade.

Mas agora, há uma nova teoria científica que associa o facto de alguém poupar dinheiro ou gastá-lo, como uma tendência involuntariamente herdada dos seus antepassados. Ou seja, o comportamento financeiro de um indivíduo está-lhe no sangue, e segundo os autores do estudo, não tem cura e pouco há a fazer para mudá-lo.

Assinam esta tese os investigadores Stephan Siegel da Universidade de Washington e Herbert Cronqvist, da Universidade de Claremont McKenna, ambas nos Estados Unidos, que disponibilizaram publicamente o estudo «The Origins of Savings Behavior» na Internet.

Embora não expliquem exactamente porquê, estudaram as atitudes perante o dinheiro de 15 000 pares de gémeos suecos (será que não existem gémeos noutros países?), falsos e verdadeiros, e também que tenham ou não sido criados num ambiente comum aos dois.

Para grande surpresa dos investigadores, os gémeos que partilham um património genético idêntico (100 por cento dos genes) têm os mesmos padrões de gasto/poupança, mesmo quando não foram criados juntos!

A dupla admite que a socialização tem um grande peso, mas que a partir dos 40 anos de idade, homens e mulheres tendem a esquecer tudo o que lhes foi ensinado pelos pais e educadores sobre finanças e passam a agir apenas por impulsos guiados, pela sua predisposição genética – quer para gastar, ou para poupar.

O “estudo” mereceu a atenção da revista «Time», com os leitores a contestarem fortemente os métodos e a veracidade das conclusões de Siegel e Cronqvist – que defendem a importância dos decisores políticos em conhecerem a origem do comportamento económico dos indivíduos.

E porque não o contrário?

Não seria melhor se os indivíduos, ou melhor, se os contribuintes e eleitores pudessem saber se um determinado político ou gestor público tem o desperdício de dinheiro nos genes?

É que não havendo cura para tais pessoas com os genes gastadores, talvez pudessem fazer outra coisa qualquer da vida – contar gémeos suecos para economistas norte-americanos, por exemplo…

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