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“O Partido Socialista anda a brincar com o desemprego das famílias portuguesas”

Depois, os sociais-democratas algarvios acusam Jovita Ladeira, a actual subdelegada regional do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) do Algarve, de recentemente ter apresentado “um plano para a criação de cerca de 1900 postos de trabalho” em Vila Real de Santo António, onde é também vereadora pelo Partido Socialista (PS).
Recorde-se que esta autarquia é presidida por Luís Gomes, líder distrital do partido rival (PSD).
Diz o comunicado que este caso “assume ainda maior gravidade” porque tal plano foi feito “com recurso aos meios informáticos do IEFP”, segundo se pode ver nas propriedades do documento do ficheiro (.doc do word).
O PSD/Algarve entende que se tratou de uma “atitude irresponsável de uma gestora pública” que confunde “os seus papéis” e “faz uso abusivo de funções administrativas”
Mas qual é o espanto se pensarmos que praticamente todas as instituições da vida pública portuguesa têm à frente pessoas filiadas no partido que em determinada altura ocupa o poder? Não é aliás isso que acontece cada vez que há eleições? Certamente há já quem esteja a fazer planos para o que aí vem. E portanto, o que é digno de reflexão são as consequências desta nossa “democracia”.
Numa altura em que a taxa de desemprego na região ronda os 14,8 por cento, em que o país é visto pela comunidade internacional enquanto Estado falhado, falido e desacreditado, até com contornos de humilhação (por exemplo, o «Financial Times» sugere a anexação de Portugal pelo Brasil!), não estará na altura dos principais partidos mudarem de atitude(s)? Por que motivo não aceitam e discutem os vários contributos ainda que de partidos rivais?
Será que não precisamos de propostas realistas para resgatar o país do buraco onde se afunda mais a cada dia que passa? É que já nada disto tem graça.








