PortuguêsEnglishDeutsch
Edição 730
2012-05-24 > 2012-05-30
Tel.: 282 418 881
Recuperar SenhaRegistarClassificados GratuitosArtigosTema da SemanaReportagemEntrevistaActualidadeOpiniãoRestaurantesO AlgarveDirectórioAjuda
InícioArtigosOpiniãoNasceu o Partido pelos Animais e pela Natureza

PAN

Nasceu o Partido pelos Animais e pela Natureza

No passado dia 13 de Janeiro o Tribunal Constitucional (TC) deu luz verde à criação do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), decisão que chega mais de um ano após a entrega, a 4 de Dezembro de 2009, de 9.259 assinaturas a pedir a sua criação.
Edição 663 ( 3 Fev 2011), Sem Comentários »

Paulo Borges, um dos responsáveis do novo partido (e também presidente da União Budista Portuguesa) considera esta génese “um marco histórico e a grande novidade desde o 25 de Abril.”

O PAN assume-se como “o primeiro partido ecologista realmente independente” e, segundo Paulo Borges, tem “uma forte base social de apoio”, entre “simpatizantes e pré-inscritos”, nas “dezenas de associações ecologistas” e através da rede social Facebook (já são mais de 6000 pessoas).

O responsável - que admite vir a liderar o novo partido - adiantou que, nas próximas eleições, o PAN concorrerá sozinho, afastando a possibilidade de realizar qualquer coligação com um dos partidos já com assento parlamentar.

Os impulsionadores do PAN acreditam existir actualmente na sociedade portuguesa “um imenso e fecundo espaço aberto para o surgimento de novas iniciativas cívicas e partidárias”, considerando estarmos a viver uma “crise na democracia”, muito evidente depois das eleições presidenciais.

Somando “abstenções, votos em branco, votos nulos e votos em candidatos independentes”, cerca de 66 por cento do total de eleitores “ignoraram ou divergiram das propostas políticas dos partidos actualmente com assento na Assembleia da República”, apontou Paulo Borges.

A alteração dos hábitos alimentares dos portugueses, nomeadamente da carne industrial, a comparticipação de medicinas alternativas e a criação de uma polícia para as questões animais são propostas do futuro programa político do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN).

Já existe uma declaração de princípios e objectivos, que servirá de base ao programa político do PAN, a aprovar no primeiro congresso, que deverá decorrer dentro de três meses.

“O PAN é um partido de causas, que abraça as três grandes causas – humanitária, animal e ecológico-ambiental -, considerando-as inseparáveis”, anunciou Paulo Borges. Um dos objectivos é a luta contra “todas as formas de discriminação e violência contra os animais, combatendo o especismo como parente próximo do esclavagismo, racismo, sexismo e classicismo”.

O novo partido quer consagrar na Constituição da República a “senciência dos animais (capacidade destes sentirem) e o seu direito à vida e ao bem-estar” e alterar o Código Civil, “onde são reduzidos ao estatuto de coisas”.

O PAN quer “redignificar os professores”, considerando que a educação deve ser “um dos investimentos estratégicos” do Estado, em detrimento de “gastos com a defesa, exército e obras públicas de fachada”.

Comentários
Faça login ou registe-se para poder fazer um comentário.Sem comentários. Seja o primeiro a fazer um.