PortuguêsEnglishDeutsch
Edição 714
2012-02-02 > 2012-02-08
Tel.: 282 418 881
Recuperar SenhaRegistarClassificados GratuitosArtigosTema da SemanaReportagemEntrevistaActualidadeOpiniãoRestaurantesO AlgarveDirectórioAjuda
InícioArtigosReportagemDescubra a Via Algarviana (II/IV)

Onde pernoitar – o que comer?

Descubra a Via Algarviana (II/IV)

Em Portugal, os caminhantes ainda são vistos como extraterrestres. Não existem ainda muitos habitantes que sejam capazes de calçar as suas botas nas férias para ir ao encontro da natureza pelo próprio pé. Muitos cidadãos modernos não querem perceber por que têm que fazer um esforço físico para se deslocarem, quando a roda já foi inventada. Quatro pneus fazem um automóvel, e com um todo-o-terreno se pode modelar a barriga e a imagem. Caminhar é, pois, duro – mas é algo saudável.
Uwe Heitkamp, Edição 573 (30 Abr 2009), Sem Comentários »
Uwe Heitkamp
Sara Pittalis/ Leila Weißhaupt Davidson

Há muito tempo que nos outros pontos da Europa, existe este entendimento. Na Alemanha, por exemplo, há mais do que 1.600 associações de caminhantes - registadas oficialmente - que fazem caminhadas pedestres por todo o mundo: pelos Himalaias, nas Montanhas Rochosas, nos Alpes e na Nova Zelândia. Na Grã-Bretanha, há já várias gerações que centenas de milhares de amantes da natureza dedicam o seu tempo livre à observação de aves. E a antiga rota peregrina da Via Algarviana é bastante melhor quando comparada com os intensamente percorridos caminhos de Santiago de Compostela, na vizinha Espanha.

Aparentemente, em Portugal os caminhantes são reconhecidos por virem de mãos a abanar, pelas suas botas anti-transpirantes e pelos músculos das pernas bem treinados. Não representam grandes lucros. E nenhuma indústria de vestuário com a sua moda pode lucrar com eles. E além disso, também não são consumidores de massas. Nem pilotos de corridas ou golfistas. Uma caminhada não se trata de sair vencedor, de ganhar algo, de ser o primeiro a chegar. Significa simplesmente o “retorno à natureza”.

Mas a Via Algarviana não é um retorno fácil à natureza. Para muitos, superar de uma só vez cerca de 340 quilómetros em 14 dias, é um verdadeiro teste às suas capacidades físicas e mentais. Etapas diárias de 15 a 30 quilómetros não dão perspectivas de verdadeira dificuldade. Porém, existe um princípio fundamental: que quem esteja totalmente dependente do tabaco, do café e das bebidas alcoólicas, e que caminhe de ténis, o melhor é percorrer esta travessia apenas aos domingos em viagens diárias.

Após os primeiros três dias de caminhada - que equivalem a um treino intensivo - e depois de percorridos os primeiros 80 quilómetros entre Alcoutim e Cachopo, o amante da natureza sabe desde logo onde está metido e o que o espera nos restantes 11 dias. A subida até à Serra de Monchique é certamente o ponto alto do décimo dia. Todavia, uma coisa é certa para todas as etapas: a caminhada é a meta – e começa em Alcoutim e termina no Cabo de São Vicente. É preciso persistência para lá chegar.

Para isso, o participante necessita de praticar uma alimentação regular e boa, rica em proteínas e vitaminas. Por isso, a equipa do Algarve123 levou consigo muitos frutos secos: figos, tâmaras, passas, nozes e amêndoas. Fizemos um sortido de todos os que encontrámos no mercado. Na mochila incluímos também água, glucose, frutas e o indispensável pão de queijo. Todos os dias, antes e durante a caminhada, reabasteciamo-nos de mantimentos. Numa longa caminhada importa também ter uma cama confortável, para relaxar os músculos e os tendões durante o sono. Depois, faziamo-nos à nossa longa jornada. Ao longo da Via Algarviana, testámos as pousadas e restaurantes, conversámos com várias pessoas e encontrámos muitos cães. Apresentamos-lhe aqui e agora os resultados do nosso teste.

Artigos Relacionados
Altos & baixos
Uwe Heitkamp, Edição 575 (14 Mai 2009), Sem Comentários »
O equipamento indispensável
Uwe Heitkamp, Edição 574 ( 7 Mai 2009), Sem Comentários »
Os primeiros passos
Uwe Heitkamp, Edição 572 (23 Abr 2009), Sem Comentários »
Comentários
Faça login ou registe-se para poder fazer um comentário.Sem comentários. Seja o primeiro a fazer um.