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Miau Miau Mó
A marca de Olhão

Mas “como tenho este bichinho do negócio, resolvi trabalhar por conta própria, há cerca de 5 anos atrás. Montei em Sagres uma loja muito pequenina de T-shirts alusivas à terra”, já que não havia “nada especificamente alusivo a Sagres”, conta.
Não foi fácil. Mas o trabalho e a dedicação deste empreendedor acabaram por compensar. Em apenas um ano, mudou-se para um espaço maior.
“Aí já senti necessidade de ter marcas mais comerciais porque havia procura.” No entanto, estas são apenas um complemento na oferta, já que Tiago Peres continuou a aposta principal na marca da casa, não só em roupa, mas também em souvenirs e brindes.
Certo dia em conversa com o seu designer Rui Correia, de Faro, veio a ideia que Olhão tem muitos dizeres. Tem uma cultura popular muito própria, que seria engraçado desenvolver comercialmente. A primeira ideia que passou foi uma brincadeira, uma piada, que em Olhão até os gatos quando miam dizem “mó” (palavra do calão local que significa rapaz).
“A partir daí, o Rui criou um desenho original de um gato. Gostei muito e percebi que tinha potencial” para algo mais. Esteve na gaveta um ano, até finalmente, nascer a marca registada “Miau Miau Mó”.
Logo nas primeiras T-shirts, “houve boa aceitação e curiosidade”. Para divulgar a marca, Tiago Peres também inovou. “Fiz parcerias com os Ludo, uma banda-revelação de Olhão, de muito boa qualidade musical, que me têm ajudado. Desenvolvemos um logótipo para o Olhanense que está a ter muito sucesso. É um clube que tem simpatizantes ferrenhos não só na terra, mas ao longo do país, porque no fundo é o clube que tem o orçamento mais baixo da liga e faz tudo com esforço e amor à camisola”, diz.
Depois de sentir “este furor pela marca”, Tiago resolveu abrir uma loja de rua, no coração de Olhão. Apesar de ter considerado uma grande superfície, abandonou a ideia.
A marca local faz sucesso também porque “apostamos muito nas crianças. Temos uma oferta que começa nos 0 anos” até aos grandes formatos. “Fomos também buscar outras marcas ligadas ao skate, mas são um complemento. O grande forte é a nossa marca”.
Um conselho para os colegas lojistas? “Se a ideia for boa, as pessoas aderem. Neste momento aposto também na produção têxtil nacional. Fica caro ao público, mas temos de ter consciência que é preciso ajudar o nosso país”.
“É lógico que isto é a concretização de um sonho. O que posso dizer aos lojistas, primeiro, é que gostem daquilo que fazem. E depois, arranjem alternativas para serem diferentes.”
“Nos últimos anos, temos sido invadidos por shoppings, muitas lojas das próprias marcas, muita coisa. É preciso estarmos atentos e mais do que nunca, a proximidade com os clientes é importante. É preciso saber aquilo que as pessoas procuram”, conclui.








