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Cavalos-marinhos da Ria Formosa estão a desaparecer

Contudo, a diminuição das áreas de abrigo e a fragilidade característica destes animais podem estar na origem da diminuição drástica da comunidade que existia nesta área húmida do Algarve.
Também a contribuir para esta situação, estão a desaparecer as populações de ervas marinhas desta zona lagunar, o que afecta a produção de bivalves e pode pôr em causa, por exemplo, a criação da amêijoa.
A preocupar os investigadores está a contaminação costeira que tem vindo a ser influenciada por uma nova geração de substâncias poluentes. Entre estas, as mais perigosas para as espécies marinhas da ria que têm sido verificadas são os fármacos que escapam intactos aos sistemas de tratamento de esgotos.
Antibióticos, anti-depressivos, analgésicos e ansiolíticos são algumas das substâncias que contaminam hoje os ecossistemas marinhos. Até há pouco tempo a população de cavalos-marinhos da Ria Formosa era considerada uma das maiores e mais estáveis do mundo, mas diminuiu 85 por cento em menos de seis anos.








