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Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
Algarve tem 3 mil deficientes

Segundo a governadora civil de Faro, Isilda Gomes, o Algarve tem cerca de três mil deficientes. Uma realidade para a qual a sociedade deve “parar de ser indiferente”. O apelo surge a propósito da cerimónia que assinalou recentemente o «Dia Internacional da Pessoa com Deficiência» (3 de Dezembro) em Faro. Um evento simbólico onde apresentou seis novas bicicletas especiais de uso gratuito, destinadas a pessoas com deficiência que visitem a cidade. Também a Segurança Social de Faro ganhou um posto de atendimento específico para quem precisa de acessibilidades especiais. É o segundo no país para além de um outro idêntico em Lisboa. Trata-se de um balcão especial com meios informáticos adaptados. Contudo, apesar da boa vontade da governadora, a realidade do Algarve é a mesma em qualquer parte do país para qualquer pessoa com deficiência mental, psíquica ou motora - dolorosa. Basta ir a qualquer edifício público para encontrar escadarias intransponíveis, rampas mal construídas, bermas e passeios demasiado pequenos e obstruídos por automóveis e trânsito, entre outros obstáculos intransponíveis para quem é invisual ou se desloca em cadeira de rodas. Forçados a viver à margem de uma sociedade pouco disponível a conviver com a diferença, os cidadãos deficientes em Portugal têm direito a pensões de sobrevivência magras, instituições sobrelotadas e mergulhadas em dificuldades de toda a espécie, e a uma indiferença quase sem limites.







