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Empresas de trabalho temporário lucram

Precariedade é bom negócio

Nem tudo é mau na economia portuguesa. As empresas de trabalho temporário, por exemplo, estão num bom momento.
Edição 625 ( 6 Mai 2010), Sem Comentários »

Existem perto de 1,1 milhões de portugueses em trabalhos temporários ou contratos a prazo.

Os números resultam do Fundo Monetário Internacional (FMI), que revela que Portugal tem a segunda maior taxa de trabalhadores temporários, ultrapassado apenas pela Espanha.

De acordo com o último boletim do FMI, Portugal tem vindo a socorrer-se do trabalho precário desde 1995.

O País fechou 2009 com uma taxa de 22,2 por cento de trabalhadores precários, face ao total da população empregada, que ronda os 5,5 milhões de portugueses.

Espanha continua a ocupar o pódio, mas com uma tendência de inversão no recurso a temporários, ao contrário de Portugal, onde estes recebem, em média, menos 15 por cento do que alguém com um contrato de trabalho sem termo.

O negócio das agências privadas de emprego já vale mais de 1,2 mil milhões de euros.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), trata-se de uma actividade em clara expansão.

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