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DECO/Proteste

Consumidores reagem ao comércio desleal

Entre Abril de 2008 e Dezembro último, a Associação de Defesa do Consumidor (DECO) recebeu cerca de 4500 reclamações de comércio desleal.
Edição 617 (11 Mar 2010), Sem Comentários »
O acesso à internet lidera as queixas. O que é prometido e cobrado na factura, muitas vezes, não corresponde à realidade.

Os dados foram recolhidos no âmbito do “Observatório de Práticas Comerciais Desleais”, projecto que terminou no fim de 2009 e em que participaram oito associações de consumidores europeias.

O sector das telecomunicações é dos piores.

O facto de a velocidade de acesso à Internet real ser menos de metade da publicitada (e cobrada na factura) pela maioria das empresas de comunicações electrónicas foi das situações mais comuns encontradas pela DECO.

As companhias aéreas também são pouco transparentes.

Publicitam preços de viagens que muitas vezes não incluem taxas e suplementos.

As vendas agressivas continuam a fazer vítimas.

A estratégia é a oferta de um brinde.

Serve de pretexto para obrigar as pessoas a assistirem a reuniões, onde são praticamente coagidas a comprar bens e serviços em condições desleais.

No sector financeiro, a violação do dever de informação é a prática desleal mais usual. Há pessoas que pensam que estão a fazer um depósito a prazo, e mais tarde, descobrem que perderam o dinheiro num fundo de investimento.

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