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Contudo, os sindicalistas portugueses dão pouco crédito à iniciativa.
«Se o empenho demonstrado pelos governos na salvação do sistema financeiro, que criou a pior crise desde os anos 30 do século passado, também existisse para a pobreza, esta teria sido erradicada», comentou a CGTP-IN, na véspera da abertura oficial, em Madrid.
Em nota de imprensa datada de 20 de Janeiro, a central sindical considera que só “em Portugal a pobreza abrange perto de 2 milhões de pessoas e a repartição do rendimento e da riqueza é das mais desiguais da UE. Os 20% mais ricos têm um rendimento 6,1 vezes superior ao dos 20% mais pobres.
Em 2000, 10% das famílias detinha cerca de 74% dos activos financeiros”.
Contudo, a CGTP-IN considera que esta poderá ser uma oportunidade para acabar com a “elevada tolerância na sociedade para estes problemas e promover mudanças estruturais” no país.







