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InícioArtigosActualidadeCerca de 64 por cento dos portugueses não conseguem pagar férias

1,9 milhões vivem com menos de 414€/mês

Cerca de 64 por cento dos portugueses não conseguem pagar férias

De acordo com um relatório efectuado pelo Eurostat - o gabinete oficial de estatística da União Europeia (UE) - relativamente ao risco de pobreza e consequente privação material da população dos 27 estados-membros em 2008, cerca de 64 por cento dos portugueses não têm dinheiro para pagar anualmente uma semana de férias fora de casa.
Edição 611 (28 Jan 2010), Sem Comentários »

Outras percentagens elevadas situam-se na Roménia (76 por cento) e Lituânia (60 por cento).

De acordo com a mesma fonte, em Portugal, com uma percentagem de 35 por cento, é o país da UE onde menos pessoas conseguiam ter um aquecimento adequado na sua casa (um terço dos portugueses).

O nosso país é apenas seguido pela Bulgária (34 por cento) e a Roménia (25 por cento).

Portugal está 1 por cento acima do valor total no que toca ao risco de pobreza entre os países da União Europeia.

18 por cento da população está em risco, uma percentagem que aumenta para 22 por cento se falarmos de idosos, e sobe ainda mais (23 por cento) no caso das crianças.

Segundo dados do Eurostat relativos a 2008, em Portugal existiam 12 por cento de pessoas com emprego que, ainda assim, estavam em risco de cair na pobreza, números preocupantes que mostram que a degradação das condições materiais das famílias atingiram 23 por cento em território nacional.

Mais de metade dos portugueses (64 por cento) não consegue pagar uma semana de férias por ano no estrangeiro e 9 por cento não consegue ter um automóvel.

Nas necessidades mais básicas, 35 por cento dos cidadãos nacionais não consegue manter a casa adequadamente quente e 4 por cento não têm possibilidades de fazer uma alimentação adequada, uma refeição, pelo menos dia sim dia não, de carne, peixe ou equivalente vegetariano.

Em 2008, 17 por cento dos cidadãos da Europa dos 27 viviam em risco de pobreza.

Consulte aqui o Inquerito Eurobarómetro sobre Pobreza e Exclusão Social 2009.

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