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Assembleia Municipal
Lagos contesta preços das portagens e aumentos na Saúde

A primeira tem a ver com as “políticas puramente economicistas e injustas” no serviço nacional de saúde.
Considerando que “mais de 100 mil algarvios não têm médico de família”, este órgão decidiu “rejeitar, por inaceitáveis, os aumentos previstos das taxas moderadoras”, “protestar junto do Ministério da Saúde contra esta medida” e "solidarizar-se com a população atingida".
“Aprovado o Orçamento de Estado, o governo veio a público anunciar o aumento das taxas moderadoras nos centros de saúde e nos hospitais e isto sem contar com os custos de outros actos de diagnóstico que tenham de ser efectuados."
"O Governo diz que é preciso reduzir o recurso às urgências hospitalares, mas não garante as respostas adequadas ao nível dos cuidados de saúde primários, encerrando extensões de saúde e reduzindo o horário das valências nos centros de saúde, restando como única alternativa as urgências hospitalares."
"Não satisfeito, o governo degrada ainda mais as condições de vida dos portugueses com estes aumentos brutais – algumas mais que duplicam, por exemplo nas consultas nos centros de saúde ou nas urgências hospitalares, e quase que triplicam como no caso das consultas nos SAP."
"Introduz novas taxas para os cuidados de enfermagem e até cobram taxas de consultas em que os utentes estão ausentes. Existem meios complementares de diagnóstico e terapêutica que não estavam sujeitos a taxa moderadora e que agora passarão a estar."
"Tais medidas são parte de um plano mais vasto de destruição do Serviço Nacional de Saúde e nesse está incluído o objectivo de afastar as pessoas dos cuidados de saúde, comercializando a doença e dificultando as classes mais desfavorecidas no acesso à saúde pública, gratuita e de qualidade."
"Agravando o custo dos bens e serviços essenciais, cortando no rendimento, nos salários e pensões de trabalhadores e reformados, empurrando milhares de pessoas para o desemprego, liquidando e encerrando mais serviços de saúde, aumentando as taxas moderadoras, esta política da saúde de uns e da doença da maioria não pode colher quaisquer posições de apoio e consideração."
"Na sequência destas políticas puramente economicistas e injustas, muitos são já os centros de saúde e hospitais do nosso país a funcionar com um número insuficiente de trabalhadores, médicos e prestadores de cuidados. É bom lembrar-se que, só na nossa região, mais de 100 mil algarvios não têm médico de família."
Por outro lado, também o assunto que mais tem marcado a actualidade dos algarvios mereceu a atenção e iniciativa por parte da Assembleia Municipal de Lagos.
"Depois das sucessivas intenções, mais ou menos camufladas e mais ou menos levadas a cabo, eis que estão finalmente implementados e em funcionamento os pórticos de cobrança de portagens ao longo da Via do Infante (A22)."
"Não se constituindo como alternativa à Via Longitudinal do Algarve, a qual não preenche os requisitos técnicos para ser considerada auto-estrada, a EN 125 é uma via de características urbanas com passagem por muitas localidades e com um grande número de rotundas, tristemente célebre pelos muitos acidentes mortais que tem provocado, e cuja previsível sobrecarga rodoviária vai acrescentar problemas aos muitos problemas já existentes, numa clara injustiça contra o desenvolvimento regional."
"Ainda que contra a vontade da população algarvia, indiferente aos gravíssimos encargos financeiros que as portagens irão trazer para as micro e pequenas empresas, a encerrar todos os dias, para os trabalhadores algarvios e para os orçamentos familiares já em conhecida asfixia, ainda que sabendo das graves consequências que esta medida trará para a economia debilitada da nossa região, o Governo delibera accionar os dispositivos de portagem e de mais não quer saber."
"Junto com a população algarvia e consciente de que a decisão agora efectivada de portajar a Via do Infante agravará inequivocamente a débil economia da nossa região e as condições de sobrevivência de centenas de empresas e trabalhadores do Algarve, a Assembleia Municipal de Lagos, delibera: manifestar a sua opinião que é inaceitável a implementação de portagens na Via do Infante (A 22) e de que está contra esta decisão tão nefasta para o Algarve.”
Recorde-se que também os quatro deputados do PSD eleitos pelo Algarve vão requerer ao Governo a redução do preço de 9 para 4 cêntimos por quilómetro.







