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Deficientes portugueses sentem-se assaltados

A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) emitiu um comunicado, denunciando “um verdadeiro assalto à bolsa das pessoas com deficiência, cuja situação de pobreza e exclusão social resulta da intolerável discriminação que o Estado português sobre elas exerce”.
Edição 661 (20 Jan 2011), Sem Comentários »

Em causa está o aumento do preço dos atestados médicos de incapacidade física de 90 cêntimos para 50 euros.

O problema é que estes cidadãos precisam de apresentar este documento numa série de situações do seu dia-a-dia.

“Estão a extorquir dinheiro às pessoas que mais necessitam de aceder a bens e serviços. Estão a tentar inibir o acesso a direitos”, acusou Humberto Santos, presidente da APD.

Também as vacinas internacionais ficam mais caras a partir de agora, segundo a nova lei que actualiza taxas de serviços de saúde pública que se mantinham inalteradas desde 1982.

O aumento “incomensurável” agora conhecido só pode ter sido “tomado por pessoas com salários muito bem pagos para quem 50 euros é um mal menor”, defendeu lembrando que para “quem vive de pensões sociais de 188 euros é obvio que 50 euros é uma parte substancial dos parcos recursos que este Estado disponibiliza aos que menos têm e menos podem”.

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